Você já deve ter ouvido falar do modelo de “tentativa e erro”. Às vezes não dá para fazer testes sabendo que pode errar.
Na indústria aeronáutica, por exemplo, seria muito ruim ficar tentando e errando para descobrir novas tecnologias de voo.
A vantagem é que na maioria dos negócios essa estratégia não só é muito menos arriscada, como também serve para marcar constantemente o terreno que se quer defender num mercado onde qualquer novidade é copiada em semanas.
Se você quer criar uma cultura de experimentação na sua empresa uma dica básica é manter a equipe pequena.
Nessa fase, duas ou três pessoas que saibam usar vários chapéus são melhores do que um time estruturado, mais caro e menos ágil.
Outro ponto importante é testar apenas um ítem de cada vez.
Fazendo pequenas mudanças e avaliando o resultado, você consegue identificar com mais facilidade o impacto de cada uma.
Do contrário, se você fizer muitas mudanças de cada vez, nunca vai saber qual delas fez diferença e, pior, pode ser que o sucesso de algumas mascare o fracasso de outras, fazendo você deixar “dinheiro sobre a mesa” desnecessariamente.
Finalmente, para criar uma cultura de experimentação, você precisa “aprender com os erros” e encará-los como partes essenciais do processo de aprendizagem.
Eu costumo dizer que às vezes é bom que aconteçam crises logo no início dos relacionamentos porque quando tudo está indo bem a gente não sabe como são os instintos das pessoas.
Só nas horas do “vamos ver” é que o pior aparece. Melhor saber deles antes do que depois.
Imagine que você vai comprar um sistema informatizado de gestão, por exemplo. Essa é minha área 🙂
Quando tudo funciona bem, todos são essencialmente iguais.
Por determinação legal, todos os sistemas de folha de pagamento calculam da mesma forma, geram os mesmos resultados.
Então você poderia optar pelo mais barato, porque à primeira vista, “são todos iguais”.
Nas crises, contudo, aparecem as diferenças.
O seu operador faltou e você precisa treinar um novo operador.
Aí uma empresa dá suporte, leva o inseguro substituto “pela mãozinha”, oferece treinamento imediato etc. enfim, fica “parceira” da sua dor e ajuda a resolver o problema com o menor desgaste possível.
Outra, concorrente, diz que “os cursos são marcados a cada 30 dias” e o suporte é apenas por e-mail.
Em suma, “não temos como resolver o seu problema”…
Melhor conhecer esse tipo de atitude logo no início, antes de cadastrar todo o seu movimento e depois depender da empresa para sempre.
Em suma: CRIE AS SUAS CRISES, provoque problemas, irrite o sistema, para entender os riscos, as possíveis ameaças e, principalmente, como evitar que isso prejudique o seu negócio.
Esta semana publiquei um relatório sobre como fazer negócios com empresas. Clique no link abaixo para conhecê-lo.
Até a próxima!
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