Ontem assisti à peça “Tem um Psicanalista na nossa cama”, de João Bethencourt e tive a oportunidade de entrevistar a Diretora Gláucia Rodrigues.
Vários insights sobre direção de um espetáculo teatral servem perfeitamente ao cotidiano corporativo. Veja o vídeo.
#1 Quando você começa a fazer, os problemas aparecem
Não existe empreendimento sem incidentes e, quando eles acontecem, não adianta chorar ou reclamar, tem que resolver!
#2 O Gestor é a voz do Autor para os Atores
Os diversos níveis hierárquicos dentro de uma organização servem para transmitir a cultura da empresa aos subordinados. Da mesma forma que um Diretor de teatro leva o sentimento do Autor aos Atores, um gestor corporativo é responsável por transmitir os valores e a visão da empresa aos seus comandados.
#3 Gestores precisam enxergar a periferia
Os gestores precisam ver o quadro completo, por isso sempre recomendo interagir com outros setores, conversar com seus “pares” dentro da organização. Eu chamo a isso de “visão de helicóptero”. Se os seus subordinados estão dentro de um labirinto e você ficar com eles no chão, só vai enxergar paredes ao seu redor. Suba três andares e verá muito mais claramente a saída.
#4 Bons atores são metade do caminho andado
Da mesma forma que no teatro bons atores são “metade do caminho andado”, nas empresas, bons profissionais são metade do resultado garantido. Procure trabalhar com as melhores pessoas que puder.
#5 Talento é importante, mas caráter é fundamental.
Atores “estrela” que não sabem passar a bola no momento certo, atrapalham em vez de ajudar. Bons profissionais são importantes, mas precisa saber trabalhar em equipe e compartilhar os valores da organização.







Claudio, bom dia.
A entrevista foi curta referente ao tempo de duração e longa ao que se refere em informação. Em pouco tempo a diretora resumiu e você puxou o gancho para o mundo corporativo, de que não adianta só um “bom currículo”, tem que ter caráter, tem que pensar no coletivo. Seguindo a linha de empresas, de que me adianta um bom gerente de loja que conhece tudo sobre os trâmites para o bom funcionamento, se ele não é bom com pessoas, se acha o “bam bam bam”. Tudo vai por água abaixo. Hoje em dia o profissional tem que enxergar mais além, saber que o negócio não termina quando o cliente sai do PDV com o cupom. Eu costumo falar que os chefes antigos gostam de um “caso” e os modernos “relacionamento”.
Um abraço.
Atenciosamente,
Alex Vital
Alex,
Ela falou um monte de coisas que têm a ver com gestão empresarial. Descobri que dirigir uma peça de teatro é muito semelhante a dirigir uma empresa. E sim, em todos os casos, precisamos bons profissionais, mas com caráter!
Obrigado pelo comentário 🙂
abs,
Claudio
A maneira de ambos entrevistado e entrevistador, expressou sua criatividade e o seu diferencial .
🙂
Obrigado pelo comentário.
abs,
Claudio